Reajuste de 5% e vale de R$ 770: sindicato dos servidores ameaça greve


Impasse nas negociações pode afetar serviços essenciais e levar a aumento de impostos para custear reajuste.
Crédito: Divulgação
A Prefeitura de Poços de Caldas realizou, nesta terça-feira (27), uma reunião com o Sindicato dos Servidores Públicos Municipais para negociar o Acordo Coletivo. A administração municipal apresentou uma proposta de reajuste salarial de 5%, acompanhando a inflação dos últimos 12 meses, e um aumento de 10% no vale-alimentação, elevando o benefício para R$ 770,00. Contudo, o sindicato reivindica um reajuste de 11,8% e a elevação do vale-alimentação para R$ 1.000,00.
Apesar de um cronograma inicial prevendo três encontros para negociação, após a primeira reunião, o sindicato convocou uma assembleia com indicativo de greve, realizada no dia 27 de fevereiro, às 13h. No mesmo dia, às 14h, ocorreu mais uma reunião de negociação, quando a Prefeitura apresentou sua contraproposta, incluindo, além dos reajustes salariais e de benefícios, melhorias em cláusulas sociais, como o aumento da licença-paternidade e do período de amamentação para servidoras mães.
Entretanto, antes mesmo de uma nova negociação, o sindicato apresentou à categoria a proposta de greve, debatida na porta do Centro Administrativo. A paralisação está prevista para iniciar na próxima quarta-feira (5), o que pode impactar diretamente a rotina da população.
A Prefeitura justificou a impossibilidade de atender às demandas do sindicato devido ao limite prudencial de gastos com pessoal, já atingido pelo Município e notificado pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE). Caso o limite legal seja ultrapassado, o Município estaria sujeito às sanções do Artigo 167-A da Constituição Federal, que proíbe reajustes salariais, novas contratações e programas de recuperação fiscal.
O secretário de Administração e Gestão de Pessoas, Alexander Dannias, enfatizou a importância do planejamento financeiro e do cumprimento das normas fiscais para garantir a continuidade e qualidade dos serviços prestados à população.
“Trabalhamos com responsabilidade e consciência. Não vemos necessidade de indicativos de greve, pois a Prefeitura valoriza os servidores e busca sempre oferecer as melhores condições possíveis dentro da realidade financeira, sem recorrer ao aumento de impostos. A população é quem paga essa conta e precisa ser respeitada. Por isso, propusemos um reajuste que cobre a inflação e seguimos um caminho seguro para não comprometer as contas do Município, garantindo a prestação de serviços essenciais sem onerar ainda mais os contribuintes”, afirmou Dannias.
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