Influencers são presos por propaganda do ‘Jogo do Tigrinho’

MC Luan da BS e Ellen CarolineReprodução/Instagram

Uma operação da Polícia Civil prendeu dois influenciadores digitais acusados de promover plataformas de jogos ilegais no Brasil. Com mais de 2 milhões de seguidores em uma única rede social, MC Luan da BS e sua ex-namorada, Ellen Caroline, ambos de 24 anos, foram detidos na última quarta-feira (26) em condomínios de luxo em Lagoa Santa, na região metropolitana de Belo Horizonte, e Vargem Grande, no Rio de Janeiro.

A dupla era alvo da operação “Jack Pot”, que cumpriu mandados nos dois estados e resultou na apreensão de bens de alto valor. Entre os itens recolhidos, estão carros e motos importados avaliados em quase R$ 800 mil, celulares, materiais ligados à atividade ilícita e uma pistola calibre 9 mm. Os imóveis ligados aos investigados somam cerca de R$ 2 milhões, segundo a polícia.

Lucro com as perdas das vítimas

De acordo com as investigações, MC Luan da BS e Ellen Caroline recebiam um valor fixo para divulgar os chamados “jogos do tigrinho”, além de comissões proporcionais ao número de pessoas que se cadastravam nas plataformas por meio de seus links. Além disso, os influenciadores lucravam com uma porcentagem do valor perdido pelos usuários nas apostas.

O impacto financeiro sobre os jogadores chamou a atenção da polícia. Algumas vítimas chegaram a perder até R$ 70 mil nas plataformas ilegais, o que teria levado a casos de violência doméstica e até suicídios ligados ao vício em jogos.

Influenciadores na mira da Justiça

A prisão dos dois influenciadores se soma a uma série de investigações recentes sobre a promoção de jogos de azar por figuras públicas. O ex-jogador de futebol Emerson Sheik já foi citado em investigações sobre o tema, assim como o youtuber Kleber Bambam, que promovia apostas online em suas redes.

O influenciador Luva de Pedreiro também teve seu nome vinculado ao “jogo do tigrinho”, embora sem envolvimento criminal.

Com a crescente popularidade dessas plataformas, autoridades seguem monitorando criadores de conteúdo que lucram com a divulgação de jogos ilegais, alertando para os riscos financeiros e psicológicos do vício em apostas.

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