Suspeita de fazer implante de silicone industrial em mulher trans que morreu no RS tem prisão preventiva decretada, diz polícia


Suspeita teria deixado o local enquanto vítima estava passando mal, segundo polícia. Mulher trans morre após aplicar silicone industrial em casa no Litoral Norte
A justiça do Rio Grande do Sul decretou, nesta quarta-feira (26), a prisão preventiva da suspeita de causar a morte de uma mulher transexual após um procedimento estético caseiro de aplicação de silicone industrial nas nádegas, segundo a Polícia Civil. O caso aconteceu na manhã de domingo (23), em Capão da Canoa, no Litoral Norte do RS. Relembre acima.
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Segundo a investigação, Karoline Vinhas Velasques buscou a suspeita em Porto Alegre e a levou até Capão da Canoa para realizar o procedimento. Uma amiga da vítima, também transexual, acompanhou todo o processo.
Conforme relato da testemunha, ambas sabiam que outras pessoas já haviam morrido após aplicações feitas pela suspeita, mas decidiram seguir adiante. De acordo com a polícia, a suspeita já é investigada por outras duas mortes relacionadas ao mesmo tipo de procedimento.
Em nota, a defesa de Bruna Belém afirma que “recebe a notícia da decretação da prisão preventiva da suspeita com bastante espanto, uma vez que busca acesso à integralidade do inquérito policial instaurado, desde segunda-feira, porém, até o presente momento sem sucesso”. Leia a nota completa abaixo.
A polícia investiga o caso como homicídio doloso – quando há intenção ou aceitação do risco de matar – e exercício ilegal da medicina.
Karoline Vinhas Velasques morreu após aplicação de silicone industrial
Imagens cedidas/ Polícia Civil
Saiba como aconteceu
No domingo de manhã, o procedimento começou no apartamento da vítima. Segundo relato da amiga, em determinado momento a suspeita teria percebido que a vítima não estava bem e teria pedido para ela buscar uma água. Depois, solicitou leite com sal, acreditando que o estado da vítima estava piorando.
No entanto, a situação se agravou e, antes que o socorro chegasse, a suspeita teria recolhido seu material e ido embora.
A amiga pediu ajuda a vizinhos e acionou o SAMU, mas a vítima já estava sem vida quando os socorristas chegaram.
O Instituto-Geral de Perícias (IGP) esteve no local para realizar a perícia, e o corpo foi encaminhado ao Departamento Médico-Legal (DML) para necropsia.
Nota da defesa
“A defesa recebe a notícia da decretação da prisão preventiva da suspeita com bastante espanto, uma vez que busca acesso à integralidade do inquérito policial instaurado, desde segunda feira, porém, até o presente momento sem sucesso. O fato de nos colocarmos a disposição das autoridades para esclarecer os fatos, já é um elemento que elide a necessidade da prisão cautelar, porém, sem obter acesso à integralidade das provas que se tem documentadas, se torna inviável o exercício do contraditório e da ampla defesa, causando evidentes prejuízos à suspeita.
JOÃO MIGUEL PEREIRA RAMOS
OAB/RS 121.341”
Delegacia de Capão da Canoa
Divulgação/ Polícia Civil
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