Justiça nega pedido de Fióti para impedir que Emicida se apresente como único sócio da empresa da família


Na mesma ação, Emicida acusa o irmão de desviar R$ 6 milhões da conta da Lab Fantasma. Fióti e Emicida.
Reprodução/ Instagram
A Justiça de São Paulo negou, inicialmente, o pedido de Evandro Fióti que tenta impedir que seu irmão, Emicida, se apresente como único sócio e tome decisões individuais sobre a Lab Fantasma, empresa que pertencia aos dois.
Fióti acionou a Justiça no início de março contra o irmão. Ele pediu tutela de urgência para que:
Emicida se abstivesse de realizar quaisquer movimentações de valores
Que os saldos das contas coorporativas fossem preservados
Que os contratos a serem celebrados pela sociedade o fossem com o consentimento conjunto dos dois
E que Emicida não se apresentasse publicamente como único sócio da Lab Fantasma
Na mesma ação, Emicida acusa o irmão de desviar R$ 6 milhões da conta da Lab Fantasma. Segundo a defesa de Emicida, as transferências teriam ocorrido entre junho de 2024 e fevereiro de 2025 da conta bancária corporativa para a conta pessoal de Fióti.
Emicida e Fióti
Reprodução/Instagram (@fiotioficial)
Na decisão, desta terça (1º), o juiz Guilherme de Paulo Nascente Nunes, afirma que foram feitas muitas alegações no processo que precisariam de mais tempo para ser analisadas, portanto, seria prematuro acatar o pedido de tutela de urgência.
Com isso, o processo vai continuar correndo, mas no momento, os pedidos de Fióti foram negados.
Além de ser uma marca de roupa, a Lab também administra a carreira do próprio Emicida, Rael e Drik Barbosa. A Lab Fantasma foi criada em 2009 pelos dois irmãos no Jardim Cachoeira, Zona Norte de São Paulo.
Acusação de desvio
Fióti e Emicida
Reprodução/Redes sociais
Segundo informações obtidas pelo g1, Fióti acusa Emicida de ter bloqueado todos os seus acessos às contas da empresa e de ter removido uma procuração que lhe dava poderes igualitários de gestão na Lab, no começo deste ano.
Em nota, Fióti disse que “nunca desviou qualquer valor da LAB Fantasma ou de empresas do grupo. Todas as movimentações feitas durante sua gestão foram transparentes, registradas e seguindo os procedimentos financeiros adotados pelos gestores, assim como as retiradas de lucros ao sócio e artista Emicida.” (veja nota completa no final do texto)
A defesa de Fióti diz que a acusação é infundada e que os valores recebidos por ele são justificados pela dinâmica de lucro da empresa.
Ainda de acordo com Fióti, Emicida teria pedido sua saída do quadro societário. Os dois teriam assinado um acordo, mas os termos não teriam sido respeitados pelo irmão.
Os advogados de Emicida dizem que ele sempre teve mais poderes que Fióti.
Fim de parceria
Emicida anuncia turnê de despedida de ‘Amarelo’
No último sábado (29) Emicida anunciou o fim da parceria artística com Fióti. “Informamos que, a partir desta data, Evandro Roque de Oliveira (Fióti) não representa mais os interesses da carreira artística de Leandro Roque de Oliveira (Emicida)”, se limita a dizer o comunicado, postado no Instagram de Emicida em publicação sem permissão para comentários dos seguidores do rapper paulistano.
No mesmo dia, Fióti anunciou uma “nova fase na sua trajetória musical”.
“Após 16 anos à frente da Laboratório Fantasma — grupo empresarial fundado ao lado do irmão Emicida, do qual é sócio, e um dos mais relevantes da cena independente — o empresário e artista Evandro Fióti anuncia o início de uma nova etapa em sua carreira.”
O que diz Fióti
“Diante das matérias publicadas na imprensa hoje, Evandro Fióti vem esclarecer:
Nunca desviou qualquer valor da LAB Fantasma ou de empresas do grupo. Todas as movimentações feitas durante sua gestão foram transparentes, registradas e seguindo os procedimentos financeiros adotados pelos gestores, assim como as retiradas de lucros ao sócio e artista Emicida.
A administração das empresas sempre foi conjunta, conforme acordo formal ratificado assinado por ambos em dezembro de 2024, que estabelecia, entre diversas premissas e declarações de parte a parte, a gestão compartilhada das empresas, a divisão igualitária de ativos e passivos (50% para cada sócio), além do conhecimento prévio a ambos acerca de movimentações financeiras relevantes.
A acusação de “desvio” é falsa e inverte os fatos.
O próprio processo judicial contém documentos que comprovam que Emicida recebeu valores superiores, incluindo distribuições de lucros acordadas entre as partes.
A divulgação distorcida de informações parciais de um processo é gravíssima e será tratada com as medidas legais cabíveis, em todas as esferas, inclusive penal.
Evandro reafirma seu compromisso com a verdade, a transparência na gestão e o respeito à história construída junto à LAB Fantasma.”
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