Júri popular de motorista acusado de atropelar e matar jovem em Araguari é adiado mais uma vez


Crime ocorreu em outubro de 2020 e Guilherme Magalhães Chicorsqui havia sido preso preventivamente. Julgamento foi adiado para esta quarta-feira (2), mas sessão não ocorreu por ausência dos advogados. Julgamento em Araguari foi remarcado em razão da ausência de advogados de defesa
João Ricardo/TV Integração
O julgamento do motorista acusado de atropelar e matar um jovem de 20 anos em Araguari, em 2020, foi adiado novamente nesta quarta-feira (2). Esse é o segundo adiamento do júri em pouco mais de uma semana.
O réu Guilherme Magalhães Chicorsqui, de 30 anos, responde por homicídio doloso. O crime foi registrado na madrugada do dia 4 de outubro de 2020 em Araguari.
Segundo relato de testemunhas à Polícia Militar, o motorista estava bêbado e fazendo manobras perigosas com o carro no Centro da cidade, até que um grupo de pessoas que estava na rua o alertou. Ele começou então a discutir com o grupo até que avançou com o carro na direção de um dos integrantes, de 20 anos. A vítima Vitor Antônio Silva, de 20 anos, foi socorrida com ferimentos graves, ficou internada, mas não resistiu.
O júri popular ocorreria na semana passada e a sessão chegou a iniciar no Fórum de Araguari, mas precisou ser adiada porque a defesa de Guilherme alegou não ter tido acesso a vídeos e fotos que seriam usadas no tribunal com a antecedência necessária.
Remarcado para esta quarta-feira, o julgamento foi novamente adiado para junho porque os advogados de defesa não compareceram ao fórum, apenas o réu.
Acusação alega ‘manobra da defesa’
O Ministério Público de Araguari, por meio da 1ª Promotoria de Justiça da comarca de Araguari, informou ao g1 que os adiamentos recorrentes do julgamento ocorrem por “manobras da defesa”. Em nota, criticou ainda a desatualização do Código Processual Penal (CPP) que, segundo o órgão, daria abertura para tal comportamento advocatício.
“A 1ª Promotoria em Araguari reforça os sentimentos pela perda do ente familiar e ressalta que está pronto para o júri, o qual vem sendo adiado por manobras da defesa e com base em Código de Processo Penal arcaico da década de 40, o que provoca brechas nas leis para estes comportamentos defensivos”, informou.
Por outro lado, o advogado de defesa, Adriano Parreira, explicou que os três adiamentos anteriores foram determinados pelo juiz. Além disso, a ausência na audiência de hoje ocorreu por conflito de agenda e já havia sido informada, com pedido de remarcação.
“Importante esclarecer que os outros três adiamentos foram determinados pelo próprio juiz à época sem qualquer interferência da defesa. Hoje, a defesa já havia comunicado ao juiz da designação de audiência anteriormente em Brasília, e já solicitado a redesignação desde segunda-feira. Por esse fato, a defesa não compareceu, sendo adiado o julgamento para o dia 6 de junho”, disse Parreira.
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Acusado pelo atropelamento e morte foi solto pela Justiça
O crime foi registrado na madrugada do dia 4 de outubro de 2020 em Araguari. Vitor foi atropelado pelo veículo e ficou preso entre o carro e as grades de um portão. Segundo a PM, Guilherme então fugiu, bateu contra um outro carro na fuga e foi preso preventivamente no dia 2 de novembro.
A vítima foi socorrida e ficou internada no Hospital de Clínicas da Universidade Federal de Uberlândia (HC-UFU) até o dia 9 de novembro, quando morreu.
No dia 2 de dezembro o investigado conseguiu um habeas corpus e foi liberado da prisão. A ação motivou um protesto com trio elétrico por parte de familiares e amigos da vítima no dia seguinte, que pediam por justiça.
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João Ricardo/TV Integração
O Tribunal Judiciário de Minas Gerais (TJMG) expediu um novo omandado de prisão por homicídio doloso no dia 11 de dezembro do mesmo ano. Guilherme foi preso após uma a PM de Uberlândia receber informações de que ele estava escondido na casa da avó, no Bairro Granada. Os militares foram até o local e confirmaram a denúncia. O rapaz tentou resistir à prisão, mas foi contido e preso.
No entanto, segundo a Promotoria de Araguari, o réu foi solto mais uma vez após a defesa apresentar recurso na segunda instância.
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