Secretário de Educação de BH, Bruno Barral, é exonerado após ser alvo de operação da PF


Afastamento atende a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF). Barral foi alvo de mandados de busca e apreensão nesta quinta-feira (3) no âmbito da operação Overclean, da Polícia Federal. O secretário municipal de Educação de Belo Horizonte, Bruno Barral
Reprodução/TV Globo
A Prefeitura de Belo Horizonte (PBH) exonerou o Secretário de Educação da capital, Bruno Barral, que foi alvo de uma operação da Polícia Federal nesta quinta-feira (3).
O afastamento dele foi publicado em edição extra do Diário Oficial nesta quinta e atende a uma decisão do ministro Nunes Marques, do Supremo Tribunal Federal (STF).
Barral foi alvo da 3ª fase da Operação Overclean, que investiga um grupo suspeito de atuar em fraudes licitatórias, desvio de recursos públicos, corrupção e lavagem de dinheiro na época em que ele era secretário de Educação de Salvador, na Bahia, entre setembro de 2017 e novembro de 2018.
Na manhã desta quinta, a polícia cumpriu mandados de busca e apreensão em endereços ligados a ele nas capitais mineira e baiana.
Em entrevista à imprensa após a posse, o prefeito Álvaro Damião (União Brasil) disse que “ninguém vai passar a mão na cabeça” dos secretários.
“É um processo envolvendo projetos na Bahia, em Salvador, não é na Secretaria de Educação de Belo Horizonte, mas, obviamente, ninguém vai passar a mão na cabeça de secretário em Belo Horizonte, e eu não vou passar. Qualquer que seja o secretário, vai ter que responder pelos atos dele”, disse o prefeito, logo após a cerimônia de posse (veja vídeo abaixo).
A reportagem tenta contato com a defesa de Bruno Barral.
‘Ninguém vai passar a mão na cabeça’, diz prefeito de BH sobre secretário afastado
Operação Overclean
A PF cumpriu 16 mandados de busca e apreensão e uma ordem de afastamento cautelar de um servidor público na 3ª fase da Operação Overclean.
A operação e o consequente afastamento de Bruno Barral da secretaria aconteceram no mesmo dia em que Álvaro Damião tomou posse como prefeito da capital, após a morte de Fuad Noman (PSD). A sincronia das datas tensionou o clima da cerimônia, realizada durante a manhã na Câmara Municipal de Belo Horizonte.
Além de Barral, outro alvo desta terceira fase foi o empresário José Marcos Moura, conhecido como “Rei do Lixo”, suspeito de atuar como um dos chefes no esquema criminoso.
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