Policial que agrediu adolescente em frente a escola é denunciado

MP denuncia PM que agrediu adolescente em frente a escola Reprodução

O Ministério Público do Rio Grande do Sul (MPRS) apresentou denúncia contra um policial militar acusado de agredir um adolescente de 15 anos em frente a uma escola na cidade de Rio Grande, no sul do estado. O episódio ocorreu no mês de março e foi registrado por câmeras de segurança.

Em nota ao Portal iG, o MPRS informou que o policial foi denunciado por lesão corporal e constrangimento ilegal, com agravantes de motivo fútil, uso de meio cruel e recurso que dificultou a defesa da vítima. Apesar da denúncia, ele não teve sua identidade divulgada e segue em atividade na corporação.

O adolescente discutiu com o PM, que desferiu um tapa no rosto do jovem. Em seguida, o policial agrediu a vítima com socos e um golpe conhecido como “mata-leão”, fazendo com que o adolescente caísse na calçada. Mesmo no chão, ele continuou sendo agredido.

Além da denúncia criminal, o MPRS obteve na Justiça medidas protetivas que impedem o policial de se aproximar ou manter qualquer tipo de contato com o adolescente e sua família. Essas determinações seguem em vigor.

Nota oficial do Ministério Público

“O Ministério Público do Rio Grande do Sul (MPRS) denunciou por constrangimento ilegal e lesão corporal um policial militar que agrediu um adolescente de 15 anos em frente a uma escola de Rio Grande. As agravantes deste caso são motivo fútil, recurso que dificultou a defesa da vítima e emprego de meio cruel.

A denúncia foi oferecida ao Poder Judiciário na quarta-feira, dia 2 de abril, pelo promotor de Justiça Marcelo Thormann. O caso, registrado por câmeras de segurança, ocorreu no mês de março deste ano. Na ocasião, o denunciado, após ordenar que o adolescente se afastasse das imediações da escola, atingiu o adolescente por trás, derrubando-o no chão e o atingindo com tapas, socos e pontapés.

O promotor destaca que a vítima ainda foi asfixiada com um golpe conhecido como ‘mata-leão’, fazendo com que o jovem perdesse a consciência por alguns instantes. Além da denúncia, o MPRS solicitou medidas protetivas que foram deferidas pela Justiça. O PM não pode se aproximar, bem como, não pode manter contato com o adolescente e a família dele.

‘E o que mais choca nesse episódio, além da superioridade de forças do agressor em comparação ao adolescente que foi agredido, a ponto de perder a consciência por instantes, é a circunstância do agressor ser um policial militar. Tem preparo, tem formação e deveria saber como se portar numa situação adversa, então, jamais pode ser admitida uma prática deste teor’, ressalta o promotor Marcelo Thormann.”

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