Mortes com soro fisiológico: veja como não correr riscos

Anvisa faz alerta sobre maneiras de conservar soro fisiológicoReprodução

Após a morte de quatro pessoas e a internação de outras 13 no Peru, supostamente causadas pelo uso de soro fisiológico com excesso de sal, o alerta se acendeu também no Brasil. Embora seja considerado um item básico em hospitais e farmácias, o soro exige cuidados específicos no armazenamento e no manuseio para não se transformar em uma ameaça silenciosa.

Segundo a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), o produto deve ser armazenado em temperatura ambiente, entre 15°C e 30°C, e respeitar rigorosamente o prazo de validade indicado pelo fabricante — geralmente de 24 meses a partir da data de fabricação.

Depois de aberto, o risco aumenta. Em hospitais e clínicas, a orientação da Anvisa é descartar imediatamente qualquer sobra de soro após o uso, já que não existe legislação nacional, estadual ou municipal que permita o reaproveitamento seguro. O armazenamento inadequado pode comprometer a esterilidade do produto e provocar infecções graves.

Para o uso doméstico, como a limpeza nasal ou de ferimentos, a maioria dos fabricantes recomenda conservar o soro aberto na geladeira e utilizá-lo em até três dias. Ainda assim, é importante seguir as orientações da bula e, em caso de dúvida, entrar em contato com o Serviço de Atendimento ao Consumidor (SAC) do fabricante ou com a Vigilância Sanitária local.

A Anvisa reforça que a qualidade dos insumos utilizados é essencial para garantir a segurança dos pacientes e evitar complicações. Por isso, profissionais de saúde devem calcular corretamente a quantidade de soro necessária em cada procedimento para evitar desperdícios e riscos de contaminação.

Relembre o caso

Um erro na fabricação de soro fisiológico no Peru provocou a morte de quatro pessoas e deixou 13 internadas em estado grave. O produto, da marca Medifarma, apresentava uma concentração anormal de sódio — muito acima dos níveis seguros para o organismo.

Erro na fabricação de soro fisiológico deixa 4 mortos no PeruMartin Mejia/AP

Análises confirmaram que, em uma das vítimas, o nível de sódio no sangue chegou a 200 mEq/L, bem acima do limite tolerável de 165 mEq/L. A exposição a essas doses pode causar danos neurológicos irreversíveis e levar à morte.

Entre as vítimas estão uma bebê de apenas um ano e uma mulher de 46 anos, que receberam o soro contaminado em uma clínica particular de Lima.

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