Acre registra mais de 1,6 mil novos casos de HIV em menos de seis anos, aponta Saúde


Dados do Núcleo Estadual das Infecções Sexualmente Transmissíveis são de pacientes que foram diagnosticados desde 2018 no estado. Acre registra mais de 1,6 mil novos casos de HIV em menos de seis anos, aponta Saúde
Prefeitura de Rio Claro/Divulgação
O Acre tem mais de 1,6 mil pessoas que foram diagnosticadas com o vírus da imunodeficiência humana (HIV) em menos de seis anos. Os dados são Núcleo Estadual das Infecções Sexualmente Transmissíveis do HIV, Hepatites Virais e Sífilis e correspondem ao período de 2018 até novembro de 2023.
Celebrado nesta sexta-feira (1º), o Dia Internacional de Luta contra o HIV e a Aids foi criado para promover a prevenção e o tratamento do HIV/Aids. Além de ressaltar a importância dos cuidados à saúde, a campanha também destaca que é possível viver com HIV com qualidade de vida após o diagnóstico precoce.
Somente este ano, de janeiro a novembro, foram notificados 257 casos novos de HIV no estado acreano. Com uma população de 364.756 habitantes, segundo o Censo de 2022, Rio Branco registrou 79,8% do total de notificações este ano, com 205 diagnósticos.
Somente cinco das 22 cidades do Acre não tiveram nenhum registro este ano de caso de HIV. Entre elas Marechal Thaumaturgo, Porto Walter, Rodrigues Alves e Santa Rosa do Purus, que desde 2018 não registram notificações, e Xapuri, que de 2018 até 2020 teve 8 registros.
Em todo o ano passado, o Acre registrou 330 novos casos de HIV, sendo que só em Rio Branco foram 238 notificações. Com 41,3 mil habitantes, Sena Madureira, que é a 4ª cidade mais populosa do Acre, tem o segundo maior registro de casos de HIV, com um total de 72 desde o ano de 2018.
Cruzeiro do Sul, que é a segunda maior cidade do estado, contabilizou 33 novos casos da doença em menos de seis anos.
Entre 2018 e novembro deste ano, 99 pessoas com diagnóstico de HIV morreram no Acre.
Prevenção
O coordenador do núcleo, na Secretaria Estadual de Saúde do Acre, Jozadaque da Silva Beserra, informou que, atualmente, 1.909 pacientes recebem tratamento contra o HIV no Acre. Ele informou ainda que ao longo do mês de dezembro, que é conhecido como “Dezembro Vermelho”, serão realizadas ações de conscientização e prevenção em todo o Estado.
“A prevenção é a melhor arma, na verdade, contra qualquer tipo de agravo e não diferentemente em relação ao HIV. Ainda é melhor prevenido que tratado. Hoje no estado, o governo do Acre, não mede esforços em relação à expansão da prevenção. E hoje no Acre, já é possível a gente ter outras formas de prevenção quando a gente fala em relação ao HIV. Muita gente pensa que existe só o preservativo, as camisinhas, e de fato ela é o meio preventivo mais barato. Mas existem outras formas de prevenção que, quando combinados, protegem ainda mais esse paciente. Por exemplo, existe a PrEP e a PEP. Que são comprimidos, são antirretrovirais, que o paciente que não tem HIV mais que se expõe, ele toma para se proteger mais ainda do risco de contrair o HIV”, explicou Beserra.
O coordenador informou ainda que os pacientes podem receber acompanhamento trimestralmente, que é feito o monitoramento, testes rápidos, e entrega de medicamentos.
No caso de paciente se expôs ao vírus, seja por uma relação sexual consensual com potencial risco de infecção, ou porque foi uma violência sexual, ou também para os profissionais de saúde ou para as pessoas que chegaram a ter contato com alguma agulha, existe a PEP, que é o uso de medicamento anti-HIV em caráter de urgência.
“O Secretaria Estadual de Saúde, por meio do Departamento de Vigilância e Saúde, colocou a PEP na capital, Rio Branco, em todas as UPAs e no Pronto Socorro. Mas, no estado também tem PEP, que é a profilaxia pós exposição HIV em outras unidades de saúde, em outros pontos da rede também. Na capital, por se tratar de uma medicação de urgência que a gente fala, então ela está mais nas UPAs e PS. E claro, existem diversas foras de prevenção hoje em dia. Cabe ao paciente, escolher qual que melhor se adequa ao seu estilo de vida. O importante é que busquem a prevenção”, reforçou.
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