Kits de emergência enviados pelo Ministério da Saúde começam a ser distribuídos a municípios afetados pela cheia no Acre


Ministério da Saúde enviou cinco kits calamidade. Cada kit tem a capacidade de atender até 500 pessoas. Primeira remessa será distribuída para os municípios de Assis Brasil, Brasileia, Jordão, Plácido de Castro e Santa Rosa do Purus. Governo recebe remessa enviada pelo Ministério da Saúde
Diego Gurgel/ Secom
Insumos e medicamentos enviados ao Acre pelo Ministério da Saúde começaram a ser encaminhados aos municípios atingidos pela cheia dos rios no estado. A primeira remessa será distribuída para os municípios de Assis Brasil, Brasileia, Jordão, Plácido de Castro e Santa Rosa do Purus.
O governador Gladson Cameli e o secretário de Saúde, Pedro Pascoal, estiveram no galpão do órgão, nesta sexta-feira (1º) em Rio Branco, para despachar as primeiras remessas recebidas.
“Hoje começamos a distribuir os kits recebidos do Ministério da Saúde. Vamos dar celeridade a esse processo, para que as famílias não sejam prejudicadas. Vamos em breve entrar em um segundo momento, que é remover os entulhos e recuperar as casas que foram danificadas”, afirmou o governador.
Governo recebe remessa do Ministério da Saúde
Diego Gurgel/Secom
O secretário de Saúde, Pedro Pascoal, esclareceu que os kits vão ser necessários no momento da vazante do rio, pois é nesse momento do retorno para casa que as pessoas ficam suscetíveis a doenças.

“Esses kits possuem medicamentos e materiais médico-hospitalares para o segundo momento da alagação, a limpeza das casas. As doenças vêm quando o nível das águas baixa. Nessa ocasião, como Estado, precisamos prover o mínimo das condições de atendimento à população. Jordão foi um dos municípios mais atingidos, onde tivemos que montar um hospital de campanha. Brasileia sofreu muito também, ficamos em alguns momentos lá, sem energia, o que dificultou as operações no município”, relatou.
A chefe do Departamento de Assistência Farmacêutica e Insumos (Dafi) da Sesacre, Suelen Dantas, afirma que a escolha dos contemplados foi feita pelo MS, atendendo às diretrizes estabelecidas. “Recebemos cinco kits calamidade, cada um com 32 medicamentos diferentes e 16 insumos, como seringas, gazes, máscaras e luvas. Um kit tem a capacidade de atender até 500 pessoas, e já existe a previsão de mais remessas na próxima semana”, frisou.
Reconstrução de Brasiléia
Na ocasião, o governador Gladson Cameli também falou sobre a situação de Brasiléia, que após a vazante das águas revelou um cenário de destruição. Para o governador, ‘transferir’ a cidade para a parte alta é uma alternativa para evitar que Brasiléia tenha tantos prejuízos em um intervalo curto de tempo.
“A solução, não temos outra alternativa, é planejar a cidade para a parte alta, senão nos próximos anos essa situação vai continuar acontecendo. Vamos fazer um planejamento de médio e longo prazo para remover as famílias da cidade para bairros que não alagam”, disse.
Cheia deixa 20 mil fora de casa
Mais de 6,3 mil moradores de nove cidades do Acre estão sem energia elétrica por conta da enchente no estado. Os dados são da Energisa contabilizados até a tarde desta quinta-feira (29). A companhia destaca que a suspensão do fornecimento é uma medida de segurança para evitar acidentes durante as enchentes.
Do total de residências sem luz, 691 são da capital Rio Branco. A cidade de Brasiléia, que enfrenta a maior cheia da história, tem o maior número de moradores sem energia elétrica: 2.261 pessoas.
O Acre enfrenta uma cheia histórica em 2024. Em todo o estado, pelo menos 20.182 pessoas estão fora de casa, desabrigados ou desalojados. Além disso, 17 das 22 cidades acreanas estão em situação de emergência por conta do transbordo de rios e igarapés. Ao menos 23 comunidades indígenas no interior do Acre também sofrem com os efeitos das enchentes.
O Rio Acre ultrapassou os 17 metros na capital acreana nesta sexta-feira (1º).Na medição das 9h, o nível marcou 17,30 metros. O rio transbordou no último dia 23 e já deixa mais de 4,3 mil pessoas fora de casa em Rio Branco. Esta é a sétima vez na história que o rio chega à marca, desde 1971.
O maior nível que o rio atingiu, desde que a medição começou a ser feita, foi de 18,40 metros no dia 4 de março de 2015 na capital Rio Branco. Já ano passado, a maior cota registrada foi 17,72 metros no dia 2 de abril.
Acre decreta situação de emergência em 17 das 22 cidades acreanas por conta da cheia dos rios no estado
g1
Dezessete municípios do Acre estão em emergência por causa da cheia de rios e igarapés. Do total, 6.627 estão desabrigadas e 13.555 desalojadas, segundo o governo do estado. Municípios como Santa Rosa do Purus, Jordão e Assis Brasil, que já registraram vazante, estão sem atualização do quantitativo atual.
O decreto reconhecendo da situação consta no Diário Oficial da União (DOU), de domingo (25). A medida também havia sido publicada em edição extra do Diário Oficial do Estado (DOE).
VÍDEOS: g1

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